A ACADEMIA INTERNACIONAL DA UNIÃO CULTURAL, com imensa honra e inenarrável alegria publica o trabalho do acadêmico correspondente JÚLIO SILVA, residente em Maputo, MOÇAMBIQUE, que participou do 1º Concurso de Crônicas da Academia Internacional da União Cultural, alcançando a MENÇÃO HONROSA, com a crônica "QUERER FICAR MAS TER DE PARTIR", na categoria "ACADÊMICOS CORRESPONDENTES".

Crónica nomeada

QUERER FICAR MAS TER DE PARTIR

Nos anos trinta, o povo cabo-verdiano enfrentava o início de uma grande seca e a fome chega a toda a população. Numa determinada casa na Ilha do Maio existia uma residência feita de pedras e chapas de zinco, onde vivia uma pequena família composta por Nhô Tavares (pai), Nhá Luzia (mãe), Manu, Djoca e Beto, Eram todos criadores de cabras, cujo leite assim como os queijos lhes garantiam o sustento. Com a chegada da grande seca, os animais iam ficando sem pasto e o negócio faliu.A alternativa era de irem para o cais fazer trabalhos pesados, que consistiam no carregamento de carvão. 
Certa manhã, chega um grande barco que tinha como missão levar para o continente africano todos que quisessem fazer um contrato de trabalho para Angola, S. Tomé e Moçambique.  
Nhô Tavares achou por bem que os filhos fossem para as províncias designadas ultramarinas a fim de poderem enviar algum dinheiro para as suas sobrevivências
Decorridos vários anos, Beto e Djoca são colhidos pela notícia da morte do seu pai e da doença da mãe e desesperados embarcam para a ilha natal a fim de se juntarem aos familiares. 
Decorridas as exéquias, decidem embarcar para a ilha de S. Vicente onde o fluxo de navios gerava trabalho. Uma nova vida se tornou mais promissora e o encontro com Deus se concretizou.

Julio Silva
Maputo - Moçambique



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